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A transformação digital apresenta vários desafios para os profissionais de TI, afinal, em um mar de novas tecnologias, é preciso ter sabedoria e conhecimento para escolher as que melhor se adaptam às rotinas de cada empresa. Só há um ponto de convergência que une todas as opções, a importância que os dados tomaram para as decisões estratégicas dos negócios.

Para que os dados sejam colhidos e estruturados da maneira correta, o gestor deve contar com dois fatores: inteligência artificial e automatização de processos. A automação de processos faz parte da transformação digital como um todo, mas tem um papel determinante para que o gestor tome decisões estratégicas e enxergue todas as oportunidades que o mercado apresenta.

No setor de TI, é possível reduzir consideravelmente a margem de erro, com a automação de tarefas críticas e que tem impacto em toda a infraestrutura, como o backup e recuperação, por exemplo. Para que você entenda melhor a influência e importância da automação de processos no setor de TI, fizemos este guia completo sobre o assunto. Confira!

Como foi a evolução do setor TI até a automação?

Os computadores começaram a ganhar importância para as médias em grandes empresas na década de 1960. Eles eram limitados em relação a softwares e não tinham compatibilidade entre máquinas. Nesse período, os avanços significativos eram relacionados aos hardwares, pois havia uma busca por computadores que fossem cadas vez menores, menos custosos e com bom desempenho.

Anos 1970

A partir da década de 1970, já começou a ser possível permitir o acesso a terminais remotos de computadores, por meio das linhas telefônicas de voz e, assim, as telecomunicações foram se estabelecendo como uma base tecnológica. Foi nessa época que houve um início, mesmo que tímido, da utilização de dados em informações e na adequação dos sistemas às necessidades de cada empresa.

O terminal passa a ser flexível e a permitir que os computadores processassem várias tarefas simultâneas de usuário diferentes. Nesse período, surgem também os primeiros pacotes de software que, aliados a flexibilidade dos terminais, dá início a uma série de inovações.

Os anos 70 marcam também o início da invasão tecnológica doméstica, com a criação dos primeiros computadores pessoais, com destaque para o Apple 2 e dos videogames, como o Atari 2600.

Anos 1980

A partir dos anos 1980, começam a se popularizar os microcomputadores, era o início do que vivemos hoje. O termo tecnologia da informação passou a ser mais utilizado e os escritórios já tinham uma nova cara, com um computador em cada mesa.

Nessa época, os gerenciadores de banco de dados passaram a ser utilizados nos PCs, possibilitando cada vez mais, que as empresas buscassem estratégias, que tinham como base as tecnologias de TI — o computador já deixava de ser enxergado apenas como uma ferramenta de trabalho, mas também como um instrumento para que os objetivos estratégicos da empresa fossem alcançados.

Foi nesse período que um setor começou a ser primordial dentro das corporações: o Centro de Suporte ao Usuário, também chamado “Help Desk”. Quando um usuário tinha dúvidas e queria receber consultorias sobre tecnologia, ligava para esse setor. Apesar de todo a evolução, em relação à década anterior, com avanços consideráveis, como as redes locais, os computadores ainda eram bem incompatíveis entre si, o que dificultava a integração de sistemas e a flexibilidade.

Anos 1990

Na década de 90, com os sistemas abertos e maior integração, rompem-se as barreiras de incompatibilidade. A maior integração entre máquinas facilitou a troca de dados e melhorou o acesso às informações, otimizando os processos corporativos. Um bom exemplo dessa evolução, foi o sistema EDI — Eletronic Data Interchange ou troca eletrônica de dados, em português.

Anos 2000

Como vimos, antigamente os recursos de TI tinham como foco o processamento de dados, que nada mais eram do que arquivos que ficavam armazenados para serem tratados. Como dado, podemos definir um elemento da informação, que são conjuntos de letras, números ou dígitos que não significam nada isoladamente, nenhum conhecimento.

O nascimento da gestão de dados traz uma luz a essas informações, e compreende os processos de armazenamento e recuperação de dados em nível de controle de aceso às informações. Esse modelo de gestão demanda um plano de contingência completo, além de um planejamento que envolvam a segurança de dados e informações.

Quando esses dados passam a ser estruturados por pessoas ou recursos computacionais, permitindo a criação de simulações, análises preditivas, avaliação de desempenho e inovação, já podem subir de nível e serem chamados de conhecimento.

É nessa trajetória que faz do dado um conhecimento que o gestor de Tecnologia a informação passa a desempenhar um papel relevante de suporte não apenas como apoio, mas como elemento contribuidor das estratégias de negócios de uma empresa.

Mudança de patamar do TI dentro das empresas

Com as empresas cada vez mais dependentes da tecnologia da informação, o setor teve que criar alternativas para otimizar os processos. Com o número crescente das linguagens de programação, crescimento dos sistemas de ERP, cada vez mais completos, e outras aplicações integradas, a automação dos processos de TI deixou de ser uma tendência e se tornou uma necessidade.

A inteligência artificial é uma ferramenta cada vez mais presente nas rotinas corporativas e cada vez mais novas plataformas evoluem e alavancam os negócios.

Nesse cenário, os gestores de TI, que trabalhavam de forma reativa, ou seja, agiam depois dos problemas terem acontecido, tiveram que buscar soluções para otimizar os processos e aumentar a disponibilidade. Os sistemas de gestão de suporte de TI com funções automatizadas começaram a ganhar espaço.

Os sistemas de help desk passaram a dar base para um novo modelo de prestação de serviços, mais proativo e mais focado em evitar problemas do que simplesmente resolvê-lo. Esse sistema permite a mensuração da produtividade das equipes, a hierarquização de chamados, a criação de roteiros de atuação e tarefas integradas, que são primordiais para o crescimento do negócio.

Com automação do setor de TI, as empresas passam a ter rotinas mais claras e uma gestão de conhecimento mais embasada, reduzindo a quantidade de ações antes feitas por pessoas e suscetíveis a erros graves.

Quais são as principais mudanças de automação de processos em TI?

Vamos conhecer as principais tecnologias que permitem a automação de processos em TI e como elas se integram com outros setores de uma empresa e entre si. Todas essas tecnologias são pilares da transformação digital e da indústria 4.0, que estão mudando o paradigma corporativo e provocando inovações disruptivas.

Automação de Processos Robóticos ou RPA

A automação de processos robóticos já faz parte dos processos de modernização das empresas há algum tempo. Primeiro, com a robotização mecânica, depois, com a robotização mecatrônicas e agora com a robotização virtualizada, com a criação de algoritmos inteligentes. Os softwares podem automatizar processos de negócios, como o envio de respostas automáticas de acordo com a requisição, para redução de fila de esperas.

A RPA faz a automação de tarefas repetitivas, que antes eram executadas por colaboradores humanos. Mas engana-se quem pensa que a robotização é a grande vilã e que vai roubar o emprego das pessoas. A verdade é que esses processos podem otimizar o dia a dia do setor de TI, sem cortes de cargos.

Isso porque, com as novas ferramentas que surgem a cada dia e os processos burocráticos automatizados, sobra mais tempo para os colaboradores trabalhem nos processos de inovação, por isso, é muito importante a qualificação profissional.

Internet das Coisas (IoT)

A internet das coisas é outro pilar da transformação digital e todo ano aparece como uma das principais tendências tecnológicas. Com a grande quantidade de objetos contados a internet e entre si em uma empresa, aumenta-se a capacidade de automação em sequência — o sensor lê uma informação, ativa um computador, que pode ativar um algoritmo inteligente, que controla um outro objeto.

A quantidade de dados que podem ser coletados por meio de internet das coisas, permitem uma avaliação em tempo real dos processos produtivos, favorecendo o processo decisório. Além disso, há a possibilidade de emissão de relatórios em vários períodos do dia e fazer o comparativo automático com os dias anteriores.

Os profissionais de TI qualificados para prestar serviços nesse setor ganham um mercado amplo, e podem se aproveitar dos sistemas de gestão para monitorar remotamente os sistemas que controlar os objetos conectados trabalhando de forma preventiva.

Se tratando de empresas com servidores dedicados, um termostato inteligente pode identificar os picos de temperatura em servidores, permitindo ao gestor mapear os horários de maior demanda. Uma câmera inteligente pode contar o número de pessoas que acessam uma determinada data center e, por meio de análise preditiva, com um algoritmo inteligente em seu sistema, identificar um desvio de padrão e, automaticamente, por meio da internet, notificar a equipe de segurança.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial é a base dos algoritmos inteligentes e da automação de softwares para as tarefas mais complexas. No setor de TI, cada vez mais as aplicações inteligentes se aproximam da realidade cotidiana, se tornando parte essencial de uma estratégia de trabalho coordenada e proativa.

Os assistentes virtuais podem ajudar a reduzir as filas do help desk, ajudando aos usuários a resolverem problemas mais simples e deixando a equipe de TI com os problemas mais complexos. Os sistemas inteligentes podem aprender por meio de padrões, tentativa e erro e refinar as respostas, se tornando cada vez mais eficientes.

Machine Learning

Falamos acima dos algoritmos inteligentes, capazes de aprender sozinhos e isso é possível graças ao machine learning, uma tecnologia derivada da inteligência artificial e que vai muito além da automação simples. Aqui, o algoritmo evolui sozinho, aprendendo de forma autônoma e refinando a sua atuação.

A maioria das máquinas e sistemas automatizados executam rotinas programadas, limitadas aos comandos estabelecidos na programação. Para que o sistema ganhe novas funções, é necessário que os comandos sejam inseridos por um operador humano. No machine learning, as máquinas são programadas para aprender a executar novas atividades, sem a intervenção humana.

Isso é possível graças a abundância de dados, que os sistemas conseguem cruzar e encontrar padrões, ou por meio de interação — quanto mais um sistema é utilizado mais informações e padrões ele entra para aprender.

O machine learning é uma derivação da inteligência artificial, mas ele também tem as suas subdivisões. Os profissionais especializados nessa área, deverão entender conceitos como deep learning, ou aprendizado profundo, redes neurais e processamento de linguagem natural.

Uma das maiores aplicações do machine learning na automação do TI e de outros setores é na mineração e análise automática de dados e no reconhecimento de padrões, que entregam insights cada vez mais alinhados a realidade das empresas.

Quais são as vantagens da automação de processos de TI?

Para que você possa entender com mais precisão a relação entre a automação, transformação digital e os processos de TI, apresentamos aqui uma lista com algumas vantagens que esse procedimento trará para a sua empresa. Acompanhe.

Redução de custos

Um dos principais benefícios da automação de processos para uma empresa é a redução de custos. A equipe gasta menos tempo com tarefas burocrática e pode produzir mais com os mesmos recursos. Ou seja, a relação horas-homem fica mais barata para a empresa.

Com esse recurso extra devidamente economizado e a receita advinda de uma maior produtividade, poderá ser realocada em mais recursos tecnológicos que propiciam mais automação, mais eficiência e reduz mais ainda o custo e aumenta a lucratividade da empresa. É uma reação em cadeia.

Aumento da produtividade

Como já foi abordado mais superficialmente em tópicos anteriores, a automação contribui significativamente com o aumento da produtividade. Isso porque esse processo permite a execução dos processos de forma mais bem estruturada, com redução na margem de erros e de retrabalhos, além da diminuição de tarefas burocráticas e repetitivas. O resultado disso é um aumento de produtividade e ganho em eficiência.

A automação dá uma oportunidade para que o gestor redesenhe os fluxos operacionais e reorganize as tarefas na sequência que forma mais adequada ao aumento de produtividade, ou seja, o setor de ti pode produzir mais, com mais agilidade e sem custos com expansão de estrutura.

Melhoria na qualidade de entrega

Ao contrário do que muita gente imagina, cortar gastos não necessariamente significa perder qualidade. Quando falamos de transformação digital, mais especificamente da automação de processos de TI, o que ocorre é o contrário. Com as tarefas otimizadas e os processos mais eficientes, a empresa passa a trabalhar com muito mais objetividade.

Na hora de executar os projetos, as empresas terão muito mais tempo para planejar implementações, limpar códigos, atender tickets e integrar toda a empresa nessa nova estratégia produtiva.

Quais são as tarefas de TI que podem ser otimizadas com a automação?

Agora que já sabemos as vantagens de investir na automação de processos de TI, vamos especificar mais ainda o assunto, entendendo em quais processos essa automação poderá ser aplicada. Acompanhe!

Suporte de TI

Vamos começar pela área em que a automação de tarefas trará um maior ganho em duas frentes para o setor de tecnologia da informação de uma empresa, o setor de suporte de TI. Com um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações, o TI continua com sua primeira e principal vocação no setor, que é o gerenciamento e manutenção do sistema.

Nesse cenário, a agilização de chamados internos e externos garante uma produtividade dos colaboradores, reduzindo o custo e o tempo médio de atendimento da equipe de suporte. Isso poderá ser feito após a aquisição de um sistema de gestão e da automatização de processos de comunicação e atendimento

Organização operacional

Mais acima, falamos sobre a produtividade como um dos benefícios, mas temos que reforçar que a automação de TI é um processo que obriga uma mudança nos fluxos produtivos, dando a oportunidade para que a empresa otimize o seu trabalho.

A automação cria rotinas programáveis, que seguem uma ordem predefinida de tarefas, que são executadas em cadeia por um sistema. Quando isso é feito dentro de um planejamento bem-sucedido, a empresa consegue potencializar o uso da tecnologia, ganhando em todos os quesitos que citamos acima como benefícios.

Rotinas de backup

Com os dados ganhando uma importância cada vez maior dentro da estratégia das empresas, aumenta-se a necessidade de regras para a segurança e manutenção da integridade dessas informações e o gerenciamento de dados passa a der uma das prioridades de uma gestão de TI.

Para atingir um alto nível na gestão de dados, as empresas têm investido pesado na automação de backups, utilizando a nuvem como aliada. A utilização de softwares preparados para esse tipo de função, propiciando, além de um backup periódico, permite uma recuperação rápida e garante a integridade das informações.

Além de proporcionar a recuperação de desastres de forma imediata, backups automatizados criam camadas de proteção, com a criação de pontos de recuperação, com versões e históricos de modificações.

Monitoramento e segurança

Todos sabemos que a proteção dos dados é importante em um mercado cada vez mais transformado digitalmente. Nesse cenário, automação não apenas facilita o trabalho, como entrega uma maior confiabilidade as rotinas de segurança.

O investimento em automação permite que o setor de TI consiga fazer um monitoramento completo de acesso e de eventuais modificações no banco de dados. Em caso de detecção de desvios, serão enviadas notificações para a resolução das avarias e relatórios completos para otimizar a gestão segura de TI.

Gerenciamento de indicadores

As informações coletadas pelos sistemas automatizados não podem ser simplesmente separadas sem um objetivo claro. É necessário que o gestor tenha parâmetros bem definidos para medir e definir metas a serem alcançadas.

São os indicadores e métricas que possibilitarão a tomada de decisão baseada em dados que estão alinhados aos objetivos da empresa. Quanto mais confiáveis esses indicadores forem, mais seguras serão as decisões tomadas. A automação faz presente desde a coleta dos dados, de múltiplas fontes, passando pela estruturação, até a identificação de padrões, que podem indicar tendências.

Qual é o futuro da automação no TI?

Quando pensamos em futuro, analisamos pela perspectiva das coisas que existem nos dias atuais. Em relação ao TI é normal pensarmos na evolução das tecnologias atuais, sem contarmos a probabilidade de lidarmos com a inovação disruptiva, com soluções inimagináveis que chegam e tornam obsoletas ferramentas que são consideradas insubstituíveis.

Isso torna a previsão de futuro da automação quase impossível, mas podemos seguir algumas tendências lógicas. Por exemplo, o caminho natural dos algoritmos é se tornarem cada vez mais autônomos, dando a possibilidade da criação de sistemas que evoluem para se adequar aos objetivos da empresa de acordo com as análises de dados.

Teremos aplicações de segurança e automação de tarefas como a atualização de patches sendo feitas de forma autônoma, sem a intervenção humana, nem para dar o primeiro comando.

Um problema e segurança será detectado, relatado, corrigido, restado e uma nova solução de segurança será implantada de forma autônoma.

A única coisa que o gestor terá acesso será aos relatórios que indicarão os problemas que surgiram e como foram solucioná-los. O sistema coletará os dados, descobrirá onde surgiu ataque e notificará os profissionais responsáveis ela vulnerabilidade, tudo isso sem perder disponibilidade do sistema.

Como vimos neste post, a automatização de processos de TI muda o patamar do setor, colocando os profissionais de tecnologia como no mesmo patamar da direção de negócios. Para que isso seja possível, é importante que os profissionais e empresas que trabalham com TI, invistam em qualificação e em ferramentas que permitam a automação e, mais do que isso, o alinhamento de estratégias.

Se você trabalha com suporte, por exemplo, investir em um sistema de gestão, que permita a automação e o monitoramento remoto, transformando uma atuação tradicional e reativa em um processo proativo e gerenciado. Assim, ficará muito mais fácil manter a disponibilidade da infraestrutura dos clientes, reduzir a margem de erro e mensurar os resultados com acesso aos dados centralizados em um banco de dados unificado.

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Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

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