Muitos profissionais acreditam que o backup e disaster recovery são a mesma coisa, porém, não é bem assim. Mesmo que as duas rotinas possam ser utilizadas de forma até mesmo parecida, existem algumas diferenças básicas entre as duas abordagens.

Os dados são cada vez mais preciosos para as empresas e hoje, a perda de informações pode levar até mesmo ao fim das operações de uma organização. Por conta disso, os prestadores de serviços gerenciados de TI devem oferecer formas de evitar essa situação.

Neste post vamos mostrar para você o que é exatamente uma rotina de backup e disaster recovery e como você pode oferecer esse serviço em um modelo de MSP. Continue conosco e confira!

O que é backup

A principal forma de evitar a perda de dados de seu cliente é realizando o backup.

Essa técnica consiste em realizar a cópia dos dados, de forma automática, armazenando os dados fora do ambiente de trabalho, mantendo registros e logs de todos as transações, além de garantir amplo versionamento dos dados.

Isso permite que, a qualquer tempo, caso os dados originais, sejam afetados de alguma maneira, possam ser restaurados o mais rápido possível, visando evitar qualquer prejuízo ou uma interrupção nas atividades dos clientes.

Existem dois “componentes” chaves desse processo: o Software (Responsável pela criptografia, compactação, desduplicação, transferência, restauração, retenção, arquivamento, gerenciamento, etc.) e o Armazenamento (Local e Nuvem, seguindo todas as normas e recomendações internacionais de segurança).

Ao somar uma solução eficiente e que contemple todos esses itens, junto à uma gestão eficiente por parte do MSP, a eficácia do processo é garantida.

O que é disaster recovery

O disaster recovery é uma abordagem muito mais profunda, que não se apoia em apenas restaurar os dados perdidos por conta de problemas ou ataques de cibercriminosos.

Geralmente, empresas que não podem parar suas operações, criam planos de disaster recovery para evitar que uma situação adversa leve a paralisação de qualquer de suas atividades.

O plano de recuperação de desastres é um processo documentado, composto por uma série de medidas de contenção, com o objetivo de manter em funcionamento todas as operações de seu cliente, independentemente do que possa vir a ocorrer.

A sua criação não é simples e deve levar em conta uma série de fatores, como a infraestrutura de TI de seu cliente, os sistemas em utilização, rotinas de backup, entre outros pontos.

Um plano de disaster recovery traz muito mais confiança ao seu cliente, que sabe que suas atividades podem ser restauradas no menor tempo possível e você e sua equipe poderão agir a qualquer momento para evitar essas situações.

As diferenças entre os dois modelos

Disponibilidade dos Dados  

Soluções de backup são ótimas para usuários pessoais e para realizar a cópia de arquivos. Mas, como a maioria das empresas dependem totalmente da TI para sua produtividade, somente essas ferramentas nem sempre são suficientes para suprir a sua necessidade.

Mesmo que seu Backup já atende a todos os requisitos citados anteriormente, sem uma rotina de Disaster Recovery não há possibilidade de garantir que todos os dados necessários para o restabelecimento da operação de seu cliente, estejam disponíveis.

A única forma de garantir que haja um restauro completo, é com a cópia total dos dados. Isso inclui não só arquivos e diretórios, mas também bancos de dados, sistema operacional, configurações, entre outros dados e recursos disponíveis no equipamento original.

Produtividade

Outro ponto que torna uma abordagem de restauração de dados baseada apenas em uma rotina simples de backup problemática é a questão da redundância. A cópia é única e você terá de armazená-la em vários locais caso queira aumentar a eficácia de sua estratégia de restauração.

Contudo, isso consome recursos e tempo de sua equipe. Como a ideia por trás do conceito de serviços gerenciados de TI é otimizar recursos, manter seus profissionais realocando cópias a todo momento não se encaixa com essa proposta.

Já em um plano de disaster recovery são criadas rotinas de cópia automáticas, por meio da pré-seleção de determinados arquivos principais dentro da máquina do usuário, criando assim um meio muito mais eficiente e condizente com o MSP.

Velocidade de restauro da operação

A restauração de um ambiente exige mais do que a volta dos dados. Por isso, mesmo com um backup eficiente, a recuperação pode ser lenta, o que é um problema quando pensamos que o cliente não pode ter suas operações afetadas por conta da perda de dados.

Em casos de perda de todo um ambiente, será necessário o reestabelecimento de um servidor, com seu sistema operacional e demais configurações, antes mesmo de se pensar em restaurar qualquer arquivo do seu Backup, e sabemos que isso leva muito tempo.

Quando o plano de recuperação de desastres é traçado, ele já prevê alguns pontos para evitar isso, como o backup não apenas dos arquivos, mas sim, de todo o ambiente, garantindo um restauro rápido e eficiente, diminuindo o tempo de parada.

Como funciona o backup e disaster recovery

Durante todo o texto, tratamos o backup e disaster recovery como duas coisas diferentes, e elas realmente são. Porém, o primeiro está contido no segundo e é fundamental para o sucesso desse.

O disaster recovery é um plano completo para garantir a disponibilidade e continuidade dos negócios de seu cliente diante de qualquer adversidade, como uma invasão, problemas físicos e até mesmo desastres naturais.

Para que isso seja possível, é preciso realizar cópias, backups de arquivos, sistemas e aplicações do cliente. A diferença é que essas ações são realizadas de forma coordenada e seguindo uma estratégia muito bem formulada para alcançar a máxima eficiência.

Para prestar um serviço gerenciado de TI com qualidade e segurança aos seus clientes, migrar da oferta de um simples backup para toda uma estratégia de disaster recovery pode fazer toda a diferença em um momento de crise e garantir a manutenção de um acordo.

Esperamos que você tenha entendido as diferenças entre backup e disaster recovery e possa escolher o melhor serviço para prestar aos seus clientes hoje. Lembre-se que o ideal é verificar qual é a demanda deles.

Agora, continue conosco e confira em nosso próximo post quais são os principais riscos à segurança da informação!

Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

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