Oferecer o serviço de backup e recuperação é uma ótima oportunidade comercial para o prestador de serviços gerenciados.

Muitas soluções e empresas realizam o arquivamento local dos dados e outras utilizam a nuvem como destino do arquivamento. No entanto, o serviço profissional de backup é um conceito que vai muito além dessas práticas.

Vamos abordar mais detalhadamente o assunto neste artigo. Acompanhe e entenda melhor a relevância do backup e como executá-lo corretamente.

Qual é a importância do backup como um serviço da sua empresa?

O backup só tem valor se for possível restaurar dados, e a única forma de atingir isso é, obrigatoriamente, fazendo o acompanhamento dos processos.

O prestador de serviços deve garantir que os dados possam ser recuperados e, para isso, é preciso que todas as falhas sejam identificadas e corrigidas de forma imediata por meio do monitoramento e gerenciamento constantes.

Por exemplo: o backup é basicamente uma cópia diária — podendo também ser feito mais de uma vez ao dia — dos dados de um equipamento, que serão levados para outro ambiente. Assim, é preciso conferir se ocorrem erros nas transferências, para captar o exato momento em que os dados estarão sincronizados, podendo ser, então, restaurados.

Isso porque, se ocorre um erro hoje, por exemplo, o prestador de serviços precisa analisá-lo antes do próximo backup, que será amanhã. Portanto, ao restaurar, é preciso ter certeza do que foi realizado na versão atual.

Para evitar problemas, já existem algumas ferramentas que permitem criar vários versionamentos dos dados do backup, então adote uma que garanta 90 versões diferentes do mesmo arquivo.

Mas esse exemplo está longe de ser o suficiente. Existem outros processos realizados pelo seu time e características que o software precisa ter para que seja realmente prestado um serviço de backup gerenciado. Os técnicos precisam monitorar o funcionamento do software o tempo todo para garantir sua eficácia. Portanto, o backup gerenciado é uma soma de fatores entre equipe e tecnologia.

Existe uma enorme demanda no mercado por empresas de TI que realmente executem esse serviço. Por isso, mais do que oferecer a simples cópia de dados, é preciso argumentar e demonstrar o valor do backup gerenciado, que vai além de simplesmente transferir informações de um local para o data center.

O que é o disaster recovery?

É importante entender a diferença entre recuperação de desastres e recuperação de sistemas. A recuperação de desastres diz respeito à recuperação total do ambiente de sistemas de uma empresa: é a recuperação total de um servidor, com todos os softwares envolvidos, bem como arquivos, usuários e credenciais.

Já a recuperação de sistemas é a recuperação de dados de um determinado software, como o ERP ou mesmo o Customer Relationship Management (CRM), que acontece de forma isolada. Essa recuperação envolve o backup do sistema específico.

Assim, se o backup oferecido pelo prestador de serviços gerenciados incluir a recuperação de desastres, a restauração de todo o ambiente operacional ocorrerá em cerca de apenas 2 horas.

Além de realizar a restauração dos dados em um terço de tempo, o recovery de sistemas também oferece muito mais qualidade ao backup se comparado ao ambiente tradicional, em que o cliente teria que instalar um sistema operacional para realizar a restauração manualmente.

Qual é o papel da nuvem no backup e recuperação de sistemas?

Por melhor que seja a infraestrutura da empresa, há sempre a possibilidade de acontecerem ameaças físicas, como inundações, incêndios, curtos-circuitos, dentre outros desastres, que podem comprometer a segurança dos dados dos clientes.

Por isso, a nuvem é a única forma de garantir que os dados estarão armazenados e seguros após o backup, mantendo sua total integridade.

Um exemplo clássico de como essa tecnologia atua de forma bastante eficiente é o ataque terrorista às torres gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

A maioria das empresas de operações financeiras mantinham dados nas duas torres do World Trade Center, ou seja, costumavam realizar o backup de uma torre para a outra. Como as duas foram destruídas durante o ataque, essas companhias amargaram a perda total dos seus dados.

Apenas o Banco de Nova York utilizava uma solução de proteção de dados em nuvem, fora do local atingido pelos ataques. Contudo, as instalações do site do banco usavam o mesmo provedor de energia e internet do site primário e, portanto, os fornecedores também foram afetados pelo atentado. A parada do serviço acabou inviabilizando a ágil restauração do data center.

Podemos dizer que os ataques de 11 de setembro mudaram a trajetória das estratégias de proteção de dados. Os executivos de TI perceberam que era preciso estar preparado até para o improvável, trazendo, assim, as soluções de disaster recovery ao centro das discussões.

Esse é um ótimo argumento para você, prestador de serviços gerenciados, mostrar a importância do uso da nuvem no trabalho de backup e recuperação.

Quais são os diferenciais da solução oferecida pela ADDEE?

Oferecer uma solução de backup em nuvem no Brasil, porém, esbarra em um enorme obstáculo: a velocidade de internet banda larga. O país está na 9ª posição na lista das piores conexões, empatado com o Vietnã (com 2,9 Mbps), segundo estudo divulgado pela empresa de tecnologia americana Akamai.

No entanto, lembre-se de que o que determina a velocidade de backup não é só a exclusividade do seu link, mas principalmente a tecnologia dentro da aplicação de backup, que vai além da qualidade da banda larga propriamente dita.

Sendo assim, existem quatro tecnologias no mercado que você pode oferecer ao cliente:

Desduplicação de dados

Caso o cliente receba um arquivo que tenha sido salvo em duas pastas diferentes no mesmo servidor, essa tecnologia é capaz de verificar que os dois arquivos são iguais, fazendo com que apenas um seja armazenado.

Portanto, com essa solução o cliente pode ter 100 bytes iguais no servidor, mas a tecnologia sempre identifica bytes exatamente iguais, descartando e impedindo a repetição.

Scan & Hash

Com o Scan & Hash é possível fazer uma única verificação dos dados, que só acontece no primeiro backup, sendo que a maioria das outras soluções disponíveis no mercado fazem um scan a cada backup.

Essa tecnologia deve ser usada como aliada para o controle de todas as possíveis mudanças que acontecem durante a realização do backup.

Gabinetes (arquivos de 8 MB)

Os gabinetes comportam a transmissão de arquivos de até 8 MB de uma só vez. Assim, gasta-se menos tempo com a realização da cópia de arquivos, já que ela acontece de uma só vez.

Sem essa tecnologia, o processo costuma ser lento e não escalável, aumentando a latência entre o local de origem e de destino dos dados.

True delta

O true delta é uma solução de backup gerenciado que faz a restauração de 12 GB de dados no data center. Ele observa os dados locais e os dados transferidos para a nuvem, baixando e restaurando apenas a diferença.

Com essa solução, caso seja preciso recuperar dados de dias anteriores, é possível apenas restaurar a diferença, poupando tempo e fazendo uma recuperação mais ágil.

Em conclusão, para realmente oferecer um serviço gerenciado aos seus clientes, é preciso contar com uma ferramenta desenvolvida exclusivamente para você, que combine essas quatro tecnologias . Uma solução desse nível permite escalar o serviço de backup e recuperação, gerando mais e melhores oportunidades de negócios.

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Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

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