Um dos principais objetivos de um MSP (Managed Service Provider) é não apenas manter todo o ambiente de TI de seus clientes atualizado, mas realizar um gerenciamento de patches para garantir que eles detêm as versões ideais para suas necessidades.

Por exemplo, imagine um contador, que precisa trabalhar com os softwares emitidos pela Receita Federal. Algumas atualizações do Java, linguagem em que muitos desses sistemas são baseados, podem fazer com que eles deixem de funcionar.

Para evitar um transtorno como esse, o gerenciamento de patches não é apenas um ponto opcional — ele é fundamental dentro de uma estratégia de prestação de serviços gerenciados de TI. Vamos discorrer um pouco mais sobre isso a seguir. Acompanhe!

O que são patches e qual a importância do seu gerenciamento

Em uma tradução literal do inglês, patch significa remendo e, basicamente, são as pequenas atualizações lançadas pelo fornecedor de software para a correção de pontos de segurança ou qualquer outro item dentro do sistema que vá garantir o melhor funcionamento.

O ideal é que, sempre que for disponibilizado um patch, seja ele de correção, seja uma simples atualização, a prioridade seja manter todos os sistemas de seu cliente em funcionamento, o que, muitas vezes, não será possível ao aplicar uma dessas novas versões.

O que acontece é que muitos patches podem gerar conflitos com os sistemas em funcionamento em seu cliente e fazer com que eles deixem de funcionar, causando transtornos. Por exemplo, digamos que você preste serviços gerenciados de TI a um escritório de advocacia e ele utilize o Mozilla Firefox para realizar o upload de processos para o site do Tribunal de Justiça.

Pode ser que seja necessário manter o navegador em questão em uma versão mais antiga que a atual, pois a atualização pode impedir que o upload seja realizado e prejudicar o trabalho nesse escritório. Podemos dizer que o gerenciamento de patches não é apenas uma atualização constante de softwares, e sim uma gestão consciente, visando ao pleno funcionamento do ambiente de TI do cliente com segurança e estabilidade.

Como funciona o gerenciamento de patches

O gerenciamento de patches é algo um tanto mais complexo do que aparenta em um primeiro instante. É preciso lembrar que não apenas o sistema operacional trabalha com atualizações, mas também todos os outros softwares que façam parte de um ambiente de TI.

Ao pensarmos como um MSP, é preciso lidar com vários clientes e cada um deles conta com uma estrutura diferente de software e hardware, tornando a realização do gerenciamento de patches um grande desafio. Para otimizar e garantir um controle eficaz sobre todas as variáveis que podem se apresentar em cada cliente, o MSP pode contar com ferramentas de gerenciamento remoto.

Esse tipo de sistema ajuda na visualização de todos os patches disponíveis e permite que um controle sobre o que deve ou não ser atualizado possa ser feito de forma mais simples e sem a necessidade de deslocamentos.

SolarWinds RMM é um exemplo de solução que mantém um recurso de gerenciamento de patches no qual são listados todos os itens de atualização de acordo com cada cliente monitorado, além de permitir que todo o processo de atualização seja realizado de forma remota por seu time.

A seguir, separamos um passo a passo básico de como funciona um ciclo de gerenciamento de patches. Siga a leitura dos próximos tópicos!

1. Tomar conhecimento de um novo patch

O primeiro ponto é a descoberta de uma atualização de software necessária, que pode acontecer por meio de uma notificação no próprio sistema, enviada pelo fornecedor, ou após uma pesquisa.

Algumas soluções, como o SolarWinds, escaneiam as máquinas de forma automática e conseguem identificar de maneira autônoma todas as atualizações necessárias sem a necessidade de pesquisas extras, exibindo isso em uma lista simples.

2. Determinar a relevância do patch

Como dito, as atualizações de software lançadas pelos fabricantes podem ter várias funções, desde melhorias de pontos de segurança à incorporação de questões de design ou utilização.

O segundo passo no ciclo de atualização é determinar a relevância de um novo patch dentro do ambiente de TI de seu cliente, verificando se a atualização não pode impactar negativamente o uso de outras funcionalidades.

3. Adquirir e analisar os arquivos de patch

Após decidir acerca da importância de um patch, é preciso buscar os arquivos originais para a realização da atualização de forma segura no ambiente de seu cliente.

Lembre-se de que é possível encontrar falsos patches na internet, lançados e distribuídos por cibercriminosos como forma de ter acesso a dados e informações privadas. Sempre opte por buscar por atualizações nas páginas oficiais dos fornecedores de software.

4. Monitorar os efeitos causados pelo patch

Mesmo que tenham sido realizados testes em um ambiente apropriado dentro do MSP, buscando verificar qualquer alteração negativa realizada pelo patch durante a atualização, é preciso manter o monitoramento posterior à instalação.

Isso porque, mesmo com os testes, pode ser que algo não tenha sido analisado e acabe trazendo problemas para o seu cliente. Por conta disso, durante algum tempo, é preciso dobrar a atenção sobre o sistema atualizado.

Quais os motivos para investir

São vários os motivos que garantem que o investimento realizado na gestão de patches é algo fundamental dentro de um prestador de serviços gerenciados. O controle manual dessa rotina está muito mais ligado a um modelo break-fix. Entre os benefícios que sua empresa terá, estão:

  • menor vulnerabilidade: a falta de atualização constante é um problema, sendo uma das principais portas de entrada para vírus e ransomwares;
  • melhoria da gestão: uma ferramenta de gestão RMM garante maior controle e permite verificar em relatórios simples todos os pontos de atualização;
  • redução dos esforços: o controle remoto da instalação de patches otimiza a sua mão de obra, que deixa de ter de se deslocar até o cliente sempre que for preciso checar ou atualizar um software.

O gerenciamento de patches é algo fundamental dentro de um ambiente de prestação de serviços gerenciados, garantindo um controle sobre todo o ambiente de TI de seus clientes.

Quer saber mais como o SolarWinds pode melhorar a sua gestão e atuação no mercado? Então, entre em contato com nossos consultores agora mesmo e nos deixe surpreender você!

Luís Montanari
Autor

Graduado em Comunicação Social, o líder dos times de vendas e marketing da ADDEE SolarWinds MSP é pai de duas lindas meninas e apaixonado por política, tecnologia, cerveja e também pelas singularidades das pessoas. Seu maior objetivo profissional é transformar empresas de suporte em verdadeiros MSPs!

Escreva um comentário

Share This