Infortúnios, como a quarentena imposta pelo novo Coronavírus, podem acontecer a qualquer momento. Sendo assim, isso exige das empresas um plano de continuidade de negócios de TI. Desse modo, visando manter suas atividades mesmo em meio a problemas ou dificuldades.

Dentro desse contexto, a falta de planejamento não pode ser apenas prejudicial para o negócio, mas levar a empresa à falência. Visto que, ela não estaria adaptada a se manter atuando, e seus custos acabariam fazendo-a sucumbir.

Por conta disso, antes mesmo de você pensar no plano de continuidade dos negócios de seus clientes, é preciso que você, MSP, esteja preparado para lidar com qualquer desafio que prejudique sua atuação, lidando com riscos e ameaças. Vamos entender mais sobre o assunto no texto!

O plano de continuidade de negócios

O plano de continuidade dos negócios pode ser conceituado como um conjunto de estratégias preventivas aliadas a planos de ação que visam a garantir a manutenção dos serviços essenciais de uma empresa durante uma eventual crise.

Podemos dizer que os serviços essenciais são todos aqueles que visam o atendimento de suas demandas, ou seja, que permitam o funcionamento da empresa, mesmo que de modo limitado, durante um período até que se possa restabelecer a normalidade.

A responsabilidade da implementação de tal planejamento é dos gerentes da organização junto ao time de TI. Estes que por sua vez, conhecem as demandas da empresa e as atividades essenciais de funcionamento e manutenção.

Isso é feito por meio da criação de um plano de contingências, que deve ser documentado de forma clara e concisa. Sendo distribuído a determinados colaboradores que, no caso de um desastre ou uma crise, deverão agir conforme solicitado no plano.

A importância do plano de continuidade de negócios de TI

Com o passar do tempo e a migração de boa parte das atividades para o meio virtual, os planos de continuidade dos negócios tornaram-se, quase que exclusivamente, uma responsabilidade da TI, sendo que os MSP devem garantir que os contratantes se mantenham ativos em meio a crises.

No entanto, os prestadores de serviços de TI acabam focando diretamente em seus clientes. Dessa forma, deixam de se lembrar de que também precisam criar planos de continuidade para suas próprias empresas. Afinal, situações como a que estamos vivendo hoje, com pandemia de Coronavírus, afetam a todos.

Os MSP que não estavam preparados, utilizando-se de ferramentas de atendimento e monitoramento remoto, não apenas deixaram de garantir a continuidade dos negócios de seus clientes e seus SLAs, mas também não foram capazes de suprir suas próprias demandas.

O plano de continuidade de negócios de TI é algo essencial para qualquer prestador de serviços, minimizando custos com a perda de contratos, reduzindo vulnerabilidades e riscos. Desse modo, colaborando para a sobrevivência do negócio e evitando graves danos à imagem de sua empresa.

Os passos para a construção de um plano de continuidade de negócios de TI

Existem três passos a serem seguidos na hora de construir um plano de continuidade de negócios de TI. Vamos listá-los!

Análise de riscos ─ o que pode acontecer de ruim?

O primeiro passo é a análise de riscos: o que poderia acontecer de ruim? Em 2019, ninguém acreditaria que, em 2020, existiria algum problema global de saúde. Inclusive, que afetaria gravemente a capacidade de produção de empresas no mundo todo.

Contudo, isso aconteceu, mesmo que o problema não poderia ser imaginado amplamente. Um exemplo seria imaginar que, em algum momento, o local da empresa poderia estar inacessível.

Análise de impactos ─ de que forma isso afeta minha empresa?

No exemplo atual em que vivemos, o impacto foi a perda de mobilidade, ou seja, já não é possível aos técnicos que prestam serviços de TI deslocarem-se até seus clientes para prestar atendimento, realizar uma manutenção ou atualizar sistemas.

Nesse caso, sua empresa estaria impedida de prestar os serviços aos seus clientes em um momento em que eles mais precisam de atenção e apoio.

Dentro da análise de riscos, devemos fazer uma diferenciação entre cada uma das vulnerabilidades a serem enfrentadas de acordo com o grau dos impactos ao negócio. Por exemplo, uma queda de energia teria determinado impacto, e a queima de um servidor, outro.

Planejamento estratégico ─ o que posso fazer para evitar ou reduzir o impacto desses problemas?

Por fim, o último passo é o planejamento estratégico, ou seja, a criação de um plano de ações. Estas que por sua vez, devem ser realizadas diante de cada uma das crises verificadas durante a análise de riscos.

É inserido nesse plano tudo aquilo que deve ser feito para garantir a continuidade dos negócios, mantendo o atendimento mínimo aos clientes em meio a uma crise.

As ações devem ser descritas de acordo com a prioridade de impactos de cada risco, visando atender sempre aos serviços mais essenciais primeiro.

A estrutura de um plano de continuidade de negócios

O documento que forma o plano de continuidade de negócios, PCN, é dividido em 4 partes, que formam sua estrutura. Vamos descrever cada uma delas de forma resumida.

Plano de contingência

É acionado em último caso e prevê a parada total de todas as atividades por conta de alguma crise muito séria. Por exemplo, no caso de um desastre natural.

Define todas as ações mais imediatas a serem realizadas de acordo com as demandas de funcionamento do negócio.

Plano de administração de crise

Define as funções de cada um dos membros do time de acordo com a crise enfrentada e os impactos sentidos pela empresa, antes, durante e após a ocorrência da situação.

É fundamental que todos os colaboradores que estejam de algum modo envolvidos com o plano de continuidade tenham ciência total de suas responsabilidades. Afinal, no instante da crise, cada um deverá agir com autonomia.

Plano de recuperação de desastres

São as ações determinadas para serem realizadas após a crise, visando a que toda a empresa volte ao seu funcionamento normal de antes da situação enfrentada.

Plano de continuidade operacional

Visa a restabelecer os serviços que garantem a continuidade das atividades da empresa. A conexão com a internet é um exemplo de serviço operacional vital para a TI e prestação de serviços aos clientes.

O plano de continuidade de negócios de TI é fundamental para garantir a atuação do MSP em momentos de crise. Sendo que as dicas listadas aqui também podem ser utilizadas para a criação desse documento no ambiente do cliente.

Não se esqueça de assinar nossa newsletter e ficar por dentro de todos nossos posts!

Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

Escreva um comentário

Share This