fbpx

Estamos em um momento de explosão na produção de dados dentro das empresas, desde dados internos, produzidos pelos colaboradores, sistemas e objetos conectados, até dados externos, de análises de mercado, concorrência e consumidores. Essas informações, muitas vezes sigilosas, estão sendo cada vez mais visadas por criminosos virtuais, especialistas em criar estratégias para ataques e invasões sofisticadas. Nesse cenário, a proteção de dados ganha cada vez mais protagonismo.

Muita gente acredita que a proteção de dados se restringe apenas ao backup, mas estamos falando de um processo que envolve uma política organizacional. Além das preocupações em relação às invasões, a proteção de dados engloba as políticas de backup e recuperação, adoção de softwares de gestão e atenção às leis.

Neste post, apresentamos um guia completo sobre proteção de dados e backup. Falaremos também sobre a LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados — que mudará a forma como as empresas recolhem, tratam e protegem os dados dos clientes. Confira!

Qual a importância dos dados para as empresas?

Já sabemos que as empresas produzem cada vez mais dados, mas qual é a importância desses dados para a gestão?

Os dados permitem que os gestores tomem as melhores decisões, definam metas, tracem estratégias e outras ações que demandem análises mais críticas em uma empresa. Para que essas análises sejam precisas, é importante que esses dados sejam coletados e armazenados em um banco de dados unificado, o que demanda um sistema de gestão que integre todos os setores.

Tão importante quanto captar e integrar os dados é transformá-los em informações que agregam valor à gestão. Sem uma forma de tirar valor, os dados nada mais são do que informações armazenadas. Para isso, o sistema de gestão deve dar a opção para que o gestor emita relatórios e escolha métricas para serem avaliadas. Veja alguns dos motivos para que a sua empresa passe a utilizar os dados na gestão.

Expanda a sua visão de mercado

Para que uma empresa se reafirme em seu setor é necessário que ela saiba onde está pisando e, para isso, é importante fazer uma avaliação criteriosa dos concorrentes, colaboradores, dos parceiros e, principalmente, daquele que é a razão de ser do negócio: o cliente.

Nesse cenário, a análise dos dados externos entrega ao gestor um universo de informações que, se estiver bem estruturado, permite um olhar apurado de tudo o que norteia a empresa, gerando um reflexo na forma como a corporação será montada internamente.

Ao direcionar as suas operações de acordo com as movimentações de mercado, a empresa passa a ter um posicionamento mais certeiro, no qual os objetivos ficarão mais próximos de serem alcançados.

Atenda às necessidades de seu cliente

Independentemente da empresa vender serviços ou produtos, ela tem a necessidade de satisfazer o cliente, para que ele volte a fazer negócios ou indique a sua empresa para outros. Para alcançar essa satisfação, em muito dos casos, é necessário que a empresa esteja aberta a mudanças, seja na prestação de serviços, no produto, na forma de atendimento ou em outros fatores relevantes para o cliente.

Nesse cenário, a análise das movimentações dos clientes, seja por meio de uma pesquisa de satisfação, análise na utilização dos serviços ou mapeamento de dados públicos, como das redes sociais, pode contribuir para que haja um maior alinhamento entre expectativa do consumidor e o que está sendo entregue pela empresa.

Ganhe um diferencial de mercado

Se você entregar o que todo mundo entrega, terá dificuldade, primeiramente, de entrar em um mercado concorrido e, caso consiga entrar, terá dificuldade para crescer. Como conseguir esse diferencial? Reinventando a roda? Não! Analisando os dados e identificando uma tendência que não foi enxergada ou executada corretamente pelos concorrentes.

Ao analisar o que os clientes esperam, fica mais fácil criar serviços diferenciados, que consigam atender demandas bem específicas. Por meio de um diagnóstico mais aprofundado, é possível fazer uma análise correta dos dados, para que a gestão defina onde e como agir.

Tome melhores decisões internas

Uma das formas mais eficazes de aumentar a lucratividade de uma empresa é produzir mais com a mesma equipe e estrutura atual. Para conseguir atingir esse patamar, serão necessárias análises que têm a ver com métodos de trabalho, problemas recorrentes, distribuição de pessoas, entre outros.

Para que seja possível chegar a um modelo eficiente, será necessário a coleta e análises de dados, mapeando os principais gargalos produtivos e os planos de ação de deverão ser executados para evitá-los, permitindo uma melhor tomada de decisão dos gestores.

Do que se trata a proteção de dados?

Bem, já sabemos que a proteção de dados não se restringe apenas ao backup e que é parte de um processo que demanda muito trabalho e estratégia. Estamos falando da proteção da propriedade intelectual de uma empresa.

Um vazamento pode custar milhões, prejudicar o futuro da corporação e manchar a imagem da empresa, caso ela trabalhe com a captação de dados sensíveis dos clientes. Entre as principais ferramentas de proteção de dados podemos destacar:

  • criptografia de dados;
  • proteção de firewall;
  • backups;
  • utilização de ferramentas/softwares originais e atualizados;
  • antivírus;
  • monitoramento;
  • criação de uma política de segurança da informação;
  • treinamentos de conscientização da equipe, entre outros.

É importante que a equipe responsável pela TI da empresa esteja preparada para lidar com malwares cada vez mais perigosos e inteligentes. Os criminosos virtuais acompanham as atualizações dos softwares que são utilizados nas empresas e estão sempre criando alternativas para tornar os seus ataques mais poderosos.

Como lidar com os ataques?

As pequenas e médias empresas são as mais visadas pelos criminosos virtuais, já que a maioria não conta com uma estrutura de segurança e suporte para agir de forma antecipada. O desafio das equipes de TI nessas empresas é saber lidar com esses malwares como, por exemplo, o ransomware, e promover uma melhor segurança dos dados.

Nesse tipo de ataque, o objetivo é o sequestro dos dados corporativos por meio de criptografia. Os bandidos pedem um resgate em dinheiro, quase sempre em criptomoeda, para que o sistema seja liberado.

É importante que o gestor da empresa fique atento a esse tipo de ataque e que, caso não tenha uma equipe interna capaz de lidar com esse tipo de situação, contrate profissionais de suporte ou uma consultoria especializada para dar as diretrizes para a tomada de decisão.

Como proteger os dados empresariais?

O primeiro passo para a proteção dos dados empresariais é o conhecimento, pois é importante que o profissional ou equipe responsável pela proteção das informações conheça os principais riscos, além de identificar as vulnerabilidades do sistema.

É importante, também, escolher os softwares certos, para que essa proteção seja feita de forma automatizada e que haja um monitoramento remoto e ameaças sejam tratadas em tempo real. Ao utilizar um software de gestão, que centraliza os dados, é importante que o gestor se atente a alguns quesitos.

  • O software oferece backup de dados?
  • Os dados são criptografados?
  • O sistema funciona na nuvem?
  • Há uma forma de evitar o acesso de membros não autorizados?
  • A tecnologia SSL é usada no site em questão a fim de criptografar trocas de informações entre cliente e empresa?

O que é backup e como ele ajudará a proteger sua empresa?

O backup nada mais é do que uma cópia de segurança dos arquivos, que poderão ser acessados caso haja um problema com o armazenamento principal. Não se pode mais pensar em um sistema corporativo sem backup, afinal, por mais competente que uma equipe de TI seja, nenhum sistema está 100% protegido de ataques, além dos problemas que todos os equipamentos eletrônicos podem estar sujeitos, como panes, quebras, quedas de energia e desastres naturais.

Backup manual ou automático?

Com a quantidade de dados que as empresas produzem de forma ininterrupta, manter um backup manual é impraticável, pois é necessário garantir a periodicidade e reduzir a margem de erro. Nesse caso, é ideal que a empresa adquira um sistema que permita essa automação, além da recuperação em tempo hábil.

Onde os dados do backup são armazenados?

Se o backup é um armazenamento de segurança para ser acionado quando as informações originais forem perdidas, onde esses dados são armazenados? Durante muito tempo o backup era feito com a utilização de um dispositivo de armazenamento físico, como o HD — interno ou externo —, pendrives e outros. Só que, como um dos objetivos do backup é proteger os dados de danos físicos, essas soluções ainda não estavam 100% alinhadas.

O surgimento do backup em nuvem trouxe vários benefícios para as empresas, a começar pelo fato de os dados não ficarem expostos em um dispositivo. Além disso, a nuvem oferece mobilidade, pois os dados passam a ser acessíveis de qualquer lugar. Há também a escalabilidade, já que o gestor pode aumentar ou diminuir a capacidade de armazenamento de acordo com as necessidades da empresa, pagando sempre apenas pelo que utiliza.

Além disso, o backup em nuvem dá a possibilidade da automação do backup com a utilização de um software em também em nuvem. Ao utilizar um software específico para backup e recuperação, o gerenciamento fica muito mais eficiente, com o gestor de TI podendo controlar em uma única tela todos os indicadores para que haja uma recuperação ideal para cada empresa.

Qual é a importância dos backups?

Para que você possa entender como os backups são importantes, vamos trazer alguns dos benefícios práticos que esse procedimento traz para as empresas. Acompanhe!

Garante a integridade das informações

O primeiro benefício é claro, o backup mantém os dados importante da empresa seguros, oferecendo uma oportunidade de recuperação em caso de perda dos originais, garantindo a manutenção da produtividade.

Centraliza os dados

Com o backup, o gestor sabe que pode encontrar todos os dados importante em um só lugar, além de poder contar com a redundância — quando os dados são salvos em vários servidores na nuvem, caso um falhe, o outro entra em ação.

A centralização contribui para uma recuperação mais rápida, pois o acesso é único, diferentemente quando os backups eram feitos em dispositivos de armazenamento móveis, em que era necessária a reunião dos aparelhos para a recuperação dos desastres.

Reduz o risco de falhas humanas

Por mais competente que um colaborador possa ser, ele está sujeito a fatores que são inerentes aos seres humanos, como esquecimentos causados por fadigas, problemas de ordem psicológica ou falhas operacionais.

Com o backup, fica mais fácil recuperar falhas relacionadas aos dados, como no caso de um profissional apagar de forma equivocada informações importantes para o funcionamento da empresa. Caso isso aconteça, basta buscar a última versão dos dados no backup e seguir os trabalhos.

Além disso, a automação contribui para a redução na margem de erros em relação ao próprio processo do backup, já que, com um software específico, é possível automatizar esse processo com a periodicidade desejada, evitando esquecimentos.

O que é a Lei Geral de Proteção de Dados?

Não podemos falar de proteção de dados sem citar a mais recente regulamentação nacional sobre o tema, a LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados. A regulamentação foi sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, em 4 de agosto de 2018, e entra em vigor no final de 2020 — o prazo foi dado para que as empresas se adaptem para operar de acordo com a norma.

O objetivo da lei é dar mais proteção ao titular dos dados, em um mundo em que as pessoas estão cada vez mais expostas e entregando as suas informações em saber exatamente o que será feito com elas.

A partir da vigência da lei, quando uma empresa for coletar, modificar, tratar, eliminar ou fazer qualquer outra coisa com os dados pessoais de alguém, deverá ter o consentimento explícito do titular. O objetivo é coibir práticas de captação consideradas abusivas, como as letras miúdas, termos de adesão confusos com botões de “OK” e “Aceito” pré-selecionados, entre outros.

O que são dados pessoais?

A lei protege os dados pessoais, o que para muita gente pode parecer algo subjetivo. A regulamentação exemplifica dados pessoais como aqueles que, sozinhos ou em conjunto, podem identificar uma pessoa, como:

  • nome e apelido;
  • endereço de residência;
  • e-mail;
  • número de cartões;
  • endereço IP;
  • localização;
  • cookies, entre outros.

Há também a citação aos dados sensíveis, que merecem uma atenção especial por parte da empresa captadora, por se tratar de informações que, se caírem em mãos erradas, podem trazer prejuízos aos seus titulares. Entre os dados sensíveis podemos destacar:

  • etnia;
  • religião;
  • sexo;
  • posicionamento político;
  • biometria;
  • condições de saúde, entre outros.

Como vimos, são informações que abrem margem para a discriminação e a separação de pessoas de forma não ética.

Como as empresas devem se portar de acordo com a nova lei?

A principal preocupação das empresas quando essa nova lei entrar em vigor é em relação à justificativa da captação e tratamento de dados. No termo de aceitação, deverão estar explícitos os motivos para a captação, como os dados serão tratados e o tempo em que a empresa ficará com eles. Além disso, a empresa fica responsável pela proteção desses dados, comprometendo-se em informar qualquer problema relacionado à segurança.

O titular deverá ter total liberdade para controlar esses dados, podendo modificá-los, transportá-los ou até mesmo removê-los a hora que quiser, sem burocracias.

É importante também que a empresa crie um grupo ou comitê que atue na elaboração de políticas internas e planos de gerenciamento de dados, que sejam capazes de criar planos de emergência e gestão de crises que envolvam segurança e privacidade.

Qual a punição para o descumprimento da LGPD?

Como qualquer lei, a LGPD apresenta suas punições para quem descumpri-la. Quando o titular se sentir lesado e procurar as reparações legais, será feita uma triagem para averiguar se realmente houve uma infração em relação à proteção de dados.

Caso confirmada a infração, será analisado o impacto que ele trouxe para o titular e aplicada a pena — que será proporcional ao dano, podendo ser desde advertências, passando pela perda do direito de captar dados, até uma multa de até 2 % do faturamento da empresa — limitado a 50 milhões.

Quais são os principais passos para a implantação de uma política de segurança de dados na empresa?

Para ter uma proteção efetiva dos dados é importante que a empresa crie uma política de segurança interna. É preciso que haja uma governança de TI que dialogue com a governança corporativa, pois, assim, as demandas importantes relacionadas à segurança poderão ser encaradas como um processo que faz parte das estratégias do negócio como um todo. Além disso, é importante que a empresa se prepare e siga as dicas abaixo.

Revise as políticas de segurança atuais

Muitas empresas ainda estão no processo de transição para a transformação digital e trazem políticas de segurança de dados que não correspondem, parcial ou totalmente, com a realidade atual. Por isso é necessário que sejam revistas as medidas de segurança que são utilizadas atualmente, principalmente as relacionadas à proteção dos dados pessoais para se adequar à nova lei.

É importante que seja criado um programa de governança corporativa com as políticas e normas transparentes, bem detalhadas, para que todos consigam dimensionar a importância dessa proteção e a maneira como os dados deverão ser coletados, monitorados e protegidos pela empresa.

Use a nuvem em seu favor

A computação em nuvem é um dos pilares da transformação digital e deve fazer parte da proteção dos dados. A possibilidade de escalabilidade e mobilidade coloca a nuvem como principal alternativa para que a empresa faça o seu backup de forma sustentável, utilizando uma ferramenta de automação, reduzindo a margem de erros e aumentando a efetividade.

Controle os dispositivos que os colaboradores trazem de casa

Muitas empresas já aderiram à ideia de que os funcionários possam trabalhar mais descolados de suas áreas de trabalho, podendo utilizar os seus dispositivos móveis — pendrives, smartphones, tablets e notebooks — em rotinas corporativas. Mas essa entrada de aparelhos externos deve ser criteriosa e bem controlada.

A política de segurança deve dar as diretrizes para a utilização dos aparelhos, colocando as regras de reforço de segurança dos softwares utilizados nesses aparelhos para prevenir invasões e vazamentos. Os profissionais devem ficar cientes das suas responsabilidades sobre o manuseio de dados sigilosos, com sanções internas previstas.

Monitore o ambiente de TI

Para evitar que os problemas relacionados aos dados se tornem uma bola de neve e prejudiquem a produtividade da empresa, é muito importante que a equipe de suporte trabalhe de forma proativa, com o monitoramento e proteção em tempo real. Isso pode ser feito com o acompanhamento de uma equipe de TI interna ou com a contratação de um fornecedor de suporte especializado, que trabalha com uma ferramenta de gestão e monitoramento de TI, oferecendo um serviço gerenciado.

Revise os acordos com os fornecedores

Revise os acordos com os fornecedores para que eles possam estar em adequação com a LGPD e com as novas políticas de segurança interna. Isso porque os fornecedores podem trabalhar com dados de terceiros e trazer esses dados para as operações internas. Caso seja necessário, estabeleça um novo acordo prevendo a nova regra, com pena de responsabilização solidária.

Capacite a equipe

É importante que os colaboradores entendam a importância da proteção dos dados internos e externos, pois são eles que produzirão, armazenarão e tratarão esses dados. A maioria dos casos de vazamentos e ataques tem como origem um falha ou negligência humana, sendo esse um problema que precisa ser tratado na raiz.

Promova debates e palestras com os colaboradores para que eles tomem conhecimento das principais ameaças de segurança que rondam os servidores corporativos. É importante que eles também conheçam a LGDP, para que reduzam o risco de cometerem alguma irregularidade com dados pessoais de consumidores.

Automatize os processos

Todos sabemos da importância de manter os softwares atualizados para a segurança do sistema corporativo. Essas atualizações podem ser realizadas de forma manual, mas, como já falamos neste post, isso traz o risco de problemas devido ao fator humano. As atividades burocráticas repetitivas, que têm influência na segurança, precisam ser automatizadas para terem a garantia da execução.

Invista em um sistema de gestão de suporte para os profissionais internos ou contrate um fornecedor de suporte que trabalhe de forma proativa, com um bom software de help desk, que permita a automação e o monitoramento remoto.

A criação de políticas de proteção de dados deve partir de uma boa estrutura, de um ambiente preparado e de uma equipe consciente.

Esperamos que, após a leitura deste post, você tenha entendido a importância da proteção de dados para as empresas. O primeiro passo é entender a importância que os dados têm para a gestão e, depois, as principais formas de manter a segurança e a integridade das informações corporativas.

Gostou do post? Então, assine já a nossa newsletter e receba em primeira mão as nossas novidades.

Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

Escreva um comentário

Share This