A tecnologia vem evoluindo em uma velocidade cada vez maior. A cada ano novas soluções tecnológicas são apresentadas no mercado e, como estamos em plena era da transformação digital, cabe ao bom gestor identificar quais dessas inovações se adaptam às necessidades de seu negócio.

Nesse cenário, é preciso saber quais são as principais tendências em gestão de TI para os próximos anos para implementar aquelas que entregarão um diferencial competitivo.

Para que uma solução tecnológica seja efetiva, ela deve não apenas transformar os processos industriais e operacionais; é necessário que ela apresente tecnologias disruptivas, ou seja, que mude o patamar de suas funcionalidades. O impacto deve ser interno e externo, afetando positivamente a experiência do usuário, os modelos de negócios e a cultura organizacional.

Neste post, vamos listar algumas das principais tendências de gestão de TI para os próximos anos, entendendo como cada uma delas contribui para o avanço da transformação digital. Confira!

Proteção e gestão de dados

Nos últimos anos, vários casos de vazamento de dados relacionados às grandes empresas se tornaram públicos. Com os criminosos virtuais cada vez mais equipados e prontos para lidar com os mais sofisticados sistemas de segurança, acendeu um alerta para gestores de TI, que precisam desenvolver e buscar soluções para a proteção de dados, um ativo cada vez mais valioso.

Há uma corrida em busca de soluções que garantam a proteção de dados e de senhas por meio de criptografia. A tecnologia utilizada nas criptomoedas — o blockchain — surge como uma grande tendência, com o modelo de criptografia e segurança privada — os sidechains.

O objetivo desse modelo de criptografia é garantir a proteção das informações durante o armazenamento e a transação de dados entre os funcionários de uma empresa, com a segurança que a criptografia oferece e impedindo que, caso sejam interceptados, as informações sejam decifradas.

Automação da coleta de dados

Os muitos dados que uma empresa pode ter acesso, de fontes internas e externas, por mais que sejam preciosos para a gestão, se tornam cada vez mais difíceis de serem analisados e estruturados.

A coleta estratégica de grandes volumes demanda a adoção de sistemas autônomos que consigam, por meio de inteligência artificial, automatizar essa coleta e acelerar as respostas às necessidades de mercado, mais rápido do que os concorrentes, além de identificar as ameaças antes que elas se tornem um problema.

Cabe aos gestores se desenvolverem ou buscarem no mercado sistemas que permitam a integração dos dados, que sejam dotados de ferramentas de automação e que permitam uma coleta eficaz. A automação de dados é o grande desafio nesse sentido, pois é essa tecnologia que permitirá ao gestor identificar quais, no meio desse mar de informações, são os dados relevantes, as melhores ferramentas e os profissionais qualificados para lidar com todo esse aparato.

Automação da análise da informação

A automação da coleta permite a separação dos dados que agregam valor, daqueles que não agregam. Porém, somente coletar os dados não adianta, eles precisam entregar resultado. Nesse cenário, a automação da análise ganha a mesma importância da coleta. Sabemos que o Big Data tem uma enorme influência na gestão da informação, principalmente nas atividades que têm relação com a inteligência de mercado.

Cabe aos gestores de TI se manterem atualizados sobre as últimas tendências relacionadas às análises automatizadas, conhecendo as principais ferramentas estatísticas e de modelagem, por exemplo, podendo, assim, escolher as que melhor se adequarem às estratégias da sua empresa.

Nem toda ferramenta nova precisa ser adotada

Não é porque surgem novas soluções tecnológicas a cada ano que a empresa deve adotar todas. É necessário que a solução escolhida se alinhe às necessidades da empresa, e não o contrário, que as ferramentas se tornem um custo a mais e obriguem a corporação a criar soluções para que o ROI seja positivo.

Uma boa alternativa para ficar antenado e ter a oportunidade de trabalhar com soluções personalizadas é o gestor trabalhar para que a empresa faça parcerias com bons provedores de softwares de gestão da informação.

Nesse cenário, os dois lados se beneficiam, pois a empresa passa a trabalhar com ferramentas personalizadas, que potencializam a análise de tomada de decisão, e o provedor passa a ter como base para o aprimoramento de seu sistema uma empresa real, e não testes genéricos, o que agregará valor ao seu produto.

Integração inteligente de sistemas corporativos

A integração de sistemas já deixou de ser uma tendência. Com as empresas cada vez mais dependentes de suas infraestruturas de TI, fica difícil imaginarmos uma ambiente em que os sistemas corporativos não “conversem” entre si e integrem os dados de diferentes setores em um banco de dados centralizado, para facilitar as análises e as tomadas de decisão.

Apesar dessa necessidade, boa parte das empresas ainda utiliza sistemas separados para cada operação. Podemos citar o CRM, o ERP, plataforma de gestão de mídias sociais e intranet, por exemplo. A maioria dos gestores reconhece a iminente necessidade da integração dessas ferramentas ou de, no mínimo, criar um único ponto de acesso a todos os sistemas relevantes.

Apesar de necessária, a integração técnica deve ser avaliada com bastante cuidado. Cabe ao gestor identificar a real necessidade dessa integração, evitando a perda de recursos e desperdício de trabalho.

Tecnologias cognitivas

Falamos de automação, integração e das tecnologias que criam o alicerce desse novo momento que vivemos, como a Internet das Coisas, Business Intelligence, Inteligência Artificial, Big Data, Computação em Nuvem e Machine Learning. Mas há uma tendência tecnológica que pode representar uma disrupção em vários conceitos preestabelecidos: as tecnologias cognitivas.

Podemos definir as tecnologias cognitivas como soluções capazes de gerar lógicas e insights que vão além das ordens pré-programadas por humanos. Para que você entenda melhor, vamos aos 3 elementos-chave da cognição:

  • compreensão — que nada mais é do que a capacidade de retirar padrões de um grande volume de informações, criando conceitos, relações etc;
  • raciocínio — é a busca por respostas nesses padrões, facilitando a resolução de problemas de forma autônoma, sem programação prévia;
  • aprendizagem — são as conclusões retiradas de toda essa estruturação de dados e que agregarão valor para o objetivo final.

Uma amostra do poder da computação cognitiva foi dado no ano de 2011, pela gigante da tecnologia IBM. O Supercomputador Watson participou de um concurso de perguntas e respostas contra 2 jogadores humanos, campeões de competições do gênero. A máquina venceu os competidores com larga vantagem de pontos.

Atualmente, o Watson está sendo utilizado em vários cantos do mundo, inclusive no Brasil, colaborando com atividades importantíssimas, como a medicina. O computador consegue, por meio de seu reconhecimento de padrões em imagens e cruzamento de dados de outro pacientes, traçar um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais indicado de acordo com cada caso.

As tendências em gestão de TI lançam um grande desafio para os profissionais que precisam, além de estar em constante atualização, buscar as qualificações que se encaixem nesse novo momento. A automação tem exigido um olhar cada vez mais apurado dos gestores e aumentado a exigência do mercado. É necessária a união entre atualização, identificação de tendências e aplicação das que realmente agreguem valor aos negócios.

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Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

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